sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Uma noite de Verão
O local era tão calmo e sereno que parecia ser uma ilha quase deserta. Tinha uma floresta de um verde muito profundo que beijava as areias brancas de uma praia em forma de meia-lua. Na orla da floresta, havia uma casa de praia, toda ela feita de madeira como que uma continuação da floresta. Na frente da casa que dava para a praia existia uma enorme janela panorâmica, e era sobre o que víamos através dessa janela que a nossa atenção estava concentrada.
Estávamos numa cama enorme, eu sentado encostado ao espaldar da mesma e tu sentada à minha frente entre as minhas pernas, encostada no meu peito. Eu abraçava-te ternamente, enquanto admirávamos o espectáculo do Sol descer sobre o horizonte. A visão era magnífica e cada raio de luz reflectido pela água do mar, fazia soltar em nós um suspiro de emoção. Eu sentia a tua pele tremer sempre que um desses reflexos nos atingia e nos encandeava. Inicialmente amarelinho, o Sol passou pelo azul e pelo verde até ficar vermelho, altura em que desapareceu no horizonte.
Presenciámos aquela dádiva da Natureza sem uma única palavra, apenas concentrados em beber toda a magnificência daquele caleidoscópio.Quando terminou foi como se acordássemos e tomássemos consciência um do outro. Voltaste o rosto para mim e me presenteaste com um sorriso inesquecível. Estiraste-te feita gatinha e viraste-te para mim. Sem que eu me desse conta, num momento estavas enlaçando meu corpo com tuas pernas e o meu pescoço com os teus abraços, e a tua boca falando as primeiras palavras desde há muito:
- Amo-te.
Como por mágica eu tomei consciência de que já não éramos um só, que éramos novamente duas metades. Essa consciência activou meus sentidos, e o teu perfume invadiu-me. Sorri e falei:
- Também te amo tanto.
Abraçaste-me e ficámos ainda mais juntinhos, senti os teus seios contra o meu peito numa carícia suave e prometedora. Toquei os teus lábios com os meus num leve beijo, nossos narizes resolveram então brincar um com o outro, e as nossas bocas ainda unidas se abriram num sorrido divertido.
Quanto mais brincávamos um com o outro, quando mais nos beijávamos, quanto mais nos acariciávamos, maior era a consciência de que éramos metades, e essa consciência de metades criava a necessidade de nos unirmos de novo, e sermos de novo UM apenas.
E de repente os risos terminaram, e de repente a respiração acelerou, e de repente nossos corpos tremiam num anseio de união. E aí aconteceu. Unimo-nos num enlace mágico chegando perto na unidade que procurávamos. Nosso anseio não era alcançar o prazer físico, nosso anseio era chegar ao ponto em que as palavras não são mais necessárias, onde falar é redundante e onde sentir é comunicar. E sendo então UM, conduzíamos os nossos corpos numa dança dos sentidos, alimentando-os com sensações maravilhosas. Estar em ti era como estar em casa, acolhias-me com amor e com desejo. E dentro de ti eu sentia-me realizado e feliz.
E tanto quanto eu lembro desta noite de sonho, ainda lá estamos, amando-nos e esperando pelo Sol do dia seguinte.
(Henrique Moreira)
Estávamos numa cama enorme, eu sentado encostado ao espaldar da mesma e tu sentada à minha frente entre as minhas pernas, encostada no meu peito. Eu abraçava-te ternamente, enquanto admirávamos o espectáculo do Sol descer sobre o horizonte. A visão era magnífica e cada raio de luz reflectido pela água do mar, fazia soltar em nós um suspiro de emoção. Eu sentia a tua pele tremer sempre que um desses reflexos nos atingia e nos encandeava. Inicialmente amarelinho, o Sol passou pelo azul e pelo verde até ficar vermelho, altura em que desapareceu no horizonte.
Presenciámos aquela dádiva da Natureza sem uma única palavra, apenas concentrados em beber toda a magnificência daquele caleidoscópio.Quando terminou foi como se acordássemos e tomássemos consciência um do outro. Voltaste o rosto para mim e me presenteaste com um sorriso inesquecível. Estiraste-te feita gatinha e viraste-te para mim. Sem que eu me desse conta, num momento estavas enlaçando meu corpo com tuas pernas e o meu pescoço com os teus abraços, e a tua boca falando as primeiras palavras desde há muito:
- Amo-te.
Como por mágica eu tomei consciência de que já não éramos um só, que éramos novamente duas metades. Essa consciência activou meus sentidos, e o teu perfume invadiu-me. Sorri e falei:
- Também te amo tanto.
Abraçaste-me e ficámos ainda mais juntinhos, senti os teus seios contra o meu peito numa carícia suave e prometedora. Toquei os teus lábios com os meus num leve beijo, nossos narizes resolveram então brincar um com o outro, e as nossas bocas ainda unidas se abriram num sorrido divertido.
Quanto mais brincávamos um com o outro, quando mais nos beijávamos, quanto mais nos acariciávamos, maior era a consciência de que éramos metades, e essa consciência de metades criava a necessidade de nos unirmos de novo, e sermos de novo UM apenas.
E de repente os risos terminaram, e de repente a respiração acelerou, e de repente nossos corpos tremiam num anseio de união. E aí aconteceu. Unimo-nos num enlace mágico chegando perto na unidade que procurávamos. Nosso anseio não era alcançar o prazer físico, nosso anseio era chegar ao ponto em que as palavras não são mais necessárias, onde falar é redundante e onde sentir é comunicar. E sendo então UM, conduzíamos os nossos corpos numa dança dos sentidos, alimentando-os com sensações maravilhosas. Estar em ti era como estar em casa, acolhias-me com amor e com desejo. E dentro de ti eu sentia-me realizado e feliz.
E tanto quanto eu lembro desta noite de sonho, ainda lá estamos, amando-nos e esperando pelo Sol do dia seguinte.
(Henrique Moreira)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Sinto-me cheio de palavras
Sinto-me cheio de palavras
Não!
Cheio de sentimentos
Isso! sentimentos que não sei
de amores que sempre amei
vividos em muitos momentos.
Queria sentir a paz no meu peito
sossegar este coração selvagem
mas seu sossego nunca terá jeito
o rio é bravo e eu na outra margem
Sem nexo pois, é este sentimento
Amo pelo amor e não pela amada
sinto-me perdido e em tormento
e acabo ficando sem nada.
(Henrique Moreira)
Não!
Cheio de sentimentos
Isso! sentimentos que não sei
de amores que sempre amei
vividos em muitos momentos.
Queria sentir a paz no meu peito
sossegar este coração selvagem
mas seu sossego nunca terá jeito
o rio é bravo e eu na outra margem
Sem nexo pois, é este sentimento
Amo pelo amor e não pela amada
sinto-me perdido e em tormento
e acabo ficando sem nada.
(Henrique Moreira)
alchaolic dreams
a visão da tua beleza
deixou minha alma embriagada.
Etilizou-se esta emoção
no meu peito fermentada
e agora a ressaca...
... terá ela solução?
(Henrique Moreira)
deixou minha alma embriagada.
Etilizou-se esta emoção
no meu peito fermentada
e agora a ressaca...
... terá ela solução?
(Henrique Moreira)
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Puzzled
neste puzzle de singelas emoções
e sinceras migalhas dos meus lamentos
há pedaços soltos, simples fragmentos
juízos fadados por muitas provações
lido o meu tempo como não sendo nada
livre para ser tudo o que não quero
num pleito transposto e pouco sincero
presa invisível de impossível caçada
e meus cacos jogados pela vida fora
um tudo e um nada que em qualquer hora
se perdem da razão e de todo o ser
pedaços sem forma, sem cor, sem destino
quimeras desertas perdidas no caminho
como um puzzle impossível de se resolver
(Henrique Moreira)
e sinceras migalhas dos meus lamentos
há pedaços soltos, simples fragmentos
juízos fadados por muitas provações
lido o meu tempo como não sendo nada
livre para ser tudo o que não quero
num pleito transposto e pouco sincero
presa invisível de impossível caçada
e meus cacos jogados pela vida fora
um tudo e um nada que em qualquer hora
se perdem da razão e de todo o ser
pedaços sem forma, sem cor, sem destino
quimeras desertas perdidas no caminho
como um puzzle impossível de se resolver
(Henrique Moreira)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Homem, estranho ser esse
Sou filho de uma guerra
Deflagrado, não nascido
em espoleta de granada parido
Meu pai, arquitecto da morte
Minha mãe, uma arma apontada
a tudo o que é vivo.
Em ignomia,
destruí tudo o que não era meu
até que morri ouvindo:
... o Homem morreu
(Henrique Moreira)
Deflagrado, não nascido
em espoleta de granada parido
Meu pai, arquitecto da morte
Minha mãe, uma arma apontada
a tudo o que é vivo.
Em ignomia,
destruí tudo o que não era meu
até que morri ouvindo:
... o Homem morreu
(Henrique Moreira)
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